terça-feira, 11 de junho de 2013

Segredos da vida.

Sobre os segredos da vida. Não é complicado. Não há segredos. A vida é simples. Cuide do que faz em sua vida.

Se vives da palavra, não digas mentiras e não dê a sua voz a ninguém além de si mesmo.

Se vives da ação, ajas com bravura e sinceridade e não permita que atuem em teu nome.

Se vives da imagem, que sejas a sua, pois as máscaras sempre caem e ao fim estaremos todos nus. Não entregue a tua imagem a quem não cuidará dela como se fosse a própria.

Se vives do conhecimento, não fique estagnado por mais que se julgue sábio, afinal o conhecimento no Universo está sempre aumentando a cada segundo.

E finalmente, se vives de viver, que sua vida valha alguma coisa para alguém que não seja você mesmo.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O Gigante Nadal.

Foto: Reuters

No jogo de hoje, contra Djoko, Nadal mostrou que é sem dúvidas um gigante neste esporte. Somente uma coisa hoje me deixou irritado. Quando a mídia esportiva, na sua ignorância de costume, referiu-se a um provável título de Nadal como algo inédito em Majors. Os Majors da era “fechada” aos profissionais dos torneios amadores (entre eles Roland Garros) eram os torneios profissionais e Ken Rosewall tem oito títulos do mesmo Major, o French Pro. Este e outros resultados dos profissionais desta época podem ser vistos aqui.

Não superar este recorde de Rosewall, AINDA, no entanto, não torna Nadal um jogador menor, como disse no título Nadal é um dos gigantes deste esporte, no mesmo nível de Pancho Gonzales, Ken Rosewall, Rod Laver e Federer. Não assisti Gonzales jogar, mas respeito a história do tênis, e principalmente a opinião de meu tio que o assistiu, por isso sempre me refiro a ele com o mesmo respeito a que me refiro a Babe Ruth no Baseball ou a Wilt Chamberlain no basquete sem nunca tê-los assistido.

Algum tempo atrás um “especialista” respeitado do tênis argumentou a favor de Pancho Gonzales como o melhor de todos os tempos dizendo o seguinte: “Se minha vida dependesse do resultado de uma partida de tênis eu escolheria, sem piscar, Pancho Gonzales para vencer”. Transferindo esta pergunta para os tempos atuais, eu não arriscaria minha vida com nenhum tenista em diferentes pisos, mas não teria dúvidas em escolher Nadal como meu campeão em jogo no Saibro.

Assisti a jogos de Rod Laver e os de Ken Rosewall, ao vivo (ainda criança) e mais recentemente, os jogos (em final de carreira) disponíveis na Internet e honestamente não consigo enxergar Federer melhor que eles em qualquer piso. Já no saibro, o Nadal supera por pouco o Rosewall e em muito TODOS os outros jogadores que vi jogar.


Resumindo, se fosse apontar um maior de todos os tempos, nas quadras duras apontaria o Gonzales, mais como uma referência histórica e uma reverência ao meu tio. Mas no saibro, este jogador, apesar de ter Rosewall como ídolo maior no tênis, e assim continuará sendo, tenho a obrigação de seguir os meus olhos e dizer: Nadal é, sem sombra de dúvidas, o mais espetacular jogador a pisar no saibro. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

E os Deuses do Esporte fizeram Justiça ao Tony Kanaan.


Quando falo de meus ídolos no esporte, não é apenas o talento para o esporte que eu valorizo, igual ou mais importância tem o caráter, a ética esportiva do atleta. E assim, minha galeria de ídolos esportivos não é exclusiva de atletas com multi-campeonatos.

Muitas vezes chego a achar que sou um pé-frio para meus ídolos, porque muitos deles passam longe dos títulos apesar do extraordinário talento. Assim, Zico e Falcão não foram campeões mundiais com a seleção, nem o talentoso técnico Telê Santana. Meu maior ídolo no tênis, no caso “ídola” Elena Dementieva perdeu as duas finais de Grand Slam que disputou quando era a favorita.  E assim, fui, como torcedor, sendo vítima da injustiça dos Deuses esportivos em não premiar aqueles a quem torcia que tinham não apenas o talento, mas um comportamento ético como atletas. No caso da Elena, foi compensada com o título de campeã Olímpica, que é de muita importância para os russos, mas não para a comunidade tenística, AINDA.

Achei que Tony Kanaan seria mais um destes ídolos, que apesar de ter sido campeão pela CART, não tinha vencido a prova das 500 milhas de Indianápolis, a prova mais importante do automobilismo americano, apesar de “ter batido na trave” várias vezes, ter chegado a liderar em oito provas das onze que tinha disputado ao ponto de ser considerado pelos comentaristas especializados e torcedores americanos o piloto não vencedor que mais tinha merecimento em vencer. Esse reconhecimento chegou ao ponto de transformá-lo em favorito sentimental dos americanos para as 500 milhas de Indianápolis.

Muito foi comentado pela mídia sobre dois amuletos que Tony teve no dia da prova. Não acho que sorte tem nada a ver com esta vitória, mas a história mostra como o Tony Kanaan é um ser humano extraordinário. Em 2004, Tony Kanaan foi visitar uma fã em hospital americano e entregou para a mãe da garota de 15 anos que iria sofrer uma cirurgia cerebral de alto risco, uma medalha que Tony ganhara de sua mãe, não para que ele tivesse sorte, mas para ter proteção, o que mais importa para as mães. Depois de nove anos, dias antes da prova Tony recebeu a visita da menina, agora uma moça de 24 anos, que lhe entregara um envelope em que retornava a medalha dizendo mais ou menos assim: “Esta medalha me trouxe sorte, saúde, um casamento feliz, estou realizada na vida, agora é hora de você voltar a usá-la e ganhar esta corrida”. Tony ganhou.

O outro amuleto foi a medalha de ouro de outro ídolo que tenho, Alex Zanardi, que perdeu as duas pernas em acidente na Indy e depois tornou-se atleta paraolímpico e venceu duas medalhas de ouro. Zanardi levou a medalha para Jimmy Vasser (chefe da equipe do Tony e parceiro da Ganassi nos tempos de corredor de Zanardi) para dar sorte ao Tony.

Não acredito que objetos tragam sorte especificamente, o que eu achei dos dois epsódios é que eles geraram uma energia positiva para o Tony, assim como a torcida americana vibrando a cada ultrapassagem de Tony sobre qualquer piloto, americano ou não.

Tony não era favorito sentimental apenas do público de Indianápolis, mas dos próprios concorrentes no caso de não serem eles os vencedores. Quatro dias antes da prova perguntaram a Grahan Rahal, um piloto americano, a importância de um americano vencer , ele respondeu: “Não significa mais para o esporte que uma vitória de um cara como o Tony Kanaan”.

Tony Kanaan era também o favorito dos comentaristas americanos da rede ESPN-ABC americana. Os comentaristas mostravam o entusiasmo com qual o público americano respondia as ultrapassagens de Tony Kanaan e falavam dele, das onze tentativas, das muitas vezes que liderou e não venceu. Na parte final da prova, quando Kanaan ainda estava em segundo, mostraram uma entrevista do brasileiro.

Esta “torcida” dos comentaristas americanos demonstra que o amor dos americanos pelo automobilismo pode ser maior que uma questão de “pachequismo barato”. Ninguém é John Smith from America.

Não somente na transmissão da ESPN-ABC Tony era o favorito, em todas as coberturas da mídia americana estava claro que o vencedor Tony Kanaan era o favorito sentimental dos americanos, o piloto mais querido entre todos, entre os torcedores e entre os profissionais da competição.


Neste caso pode-se dizer que ENFIM, os Deuses do automobilismo fizeram Justiça ao colocarem o feio nariz (segundo o próprio Tony) deste extraordinário ser humano no troféu mais cobiçado do automobilismo.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Elena Dementieva - Uma Deusa sem maquiagem.

Deus caprichou tanto em certas mulheres que maquiá-las é profanar a arte divina. A perfeição não necessita de retoques.































sexta-feira, 17 de maio de 2013

Amores perdidos.



Não sei o que são amores perdidos porque nunca os tive. Tive amores incompletos.

Nunca perdi um amor, ou ele se transformou numa espécie diferente de amor e ainda continuou amor, ou tive neste amor uma ilusão que a realidade afastou.

Na “perda” do primeiro amor cheguei a pensar que minha própria alma, já que era metade de uma alma só, tinha sido fraturada. O tempo me ensinou que não perdi almas, ou pedaços de corações, muito pelo contrário, as acrescentei a cada nova mulher que entrava em minha vida. Hoje chego a brincar dizendo que tenho dez corações, mas isso espiritualmente é uma verdade, apenas dez corações (com muitos espaços em cada um deles) seriam capazes de guardar tanto sentimento de felicidade adquirido pela convivência com estas mulheres maravilhosas. A grande maioria delas ainda amo, de forma diferente, muito ou pouco, algumas de forma quase idêntica.

Se aprendi algo com a vida foi que para o verdadeiro amor a eternidade é um termo inapropriado porque este amor é intemporal.

Guardamos tão intimamente pessoas amadas que sempre estamos lembrando: De uma o sorriso largo; de outra um olhar cúmplice; de outra uma forma de ter seu rosto tocado e são tantas as memórias.

E o melhor de qualquer relação é a memória, as boas eu guardo para sentir minha alma frequentemente mais leve, as ruins evito lembrar porque possivelmente aprendi as lições necessárias para não repeti-las.

Mas a memória não deve ser uma prisão, não deve me impedir de olhar para frente, pois se ficar olhando para trás, como enxergarei a mulher maravilhosa que está na minha frente? Devo sim usar a minha memória para reconhecê-la mais facilmente.

Por fim, tenho a certeza de que nunca perdi um amor, ganhei-os todos, isso sim.