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domingo, 18 de outubro de 2015

Saudades da Deusa Elena Dementieva



Em imagens vívidas de sonho,
A Deusa entra elegantemente em quadra,
Um aceno e um sorriso bastam,
E meus dez corações se unem em um só.

Deusa, Deusa, Deusa.
Gritam todos os dez.
Amando como um só,
O momento do reencontro.

A Deusa Elena jogando,
Eu ansiosamente torcendo,
Nada de novo, nada de novo.
Já passei por isso antes.

Um barulho qualquer me acorda,
E ao perceber que era sonho,
Uma lágrima escorre solitária,
Liberada pela saudade infinda.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Os Números de Um Gigante.


Nadal vem estabelecendo uma estatística fantástica em sua carreira e alguns “Federistas” continuam insistindo em negar-lhe o talento.

Na fixação pelo ídolo suíço vivem repetindo o número 17, de torneios de Grand Slam conquistados pelo incrivelmente talentoso Roger Federer. Como podem ver, não sou estúpido de negar o inegável, o imenso talento do tenista suíço, mas infelizmente os torcedores deste insistem em ignorar o talento de Nadal, tenista capaz de fazer números inacreditáveis, todos ignorados pelo fanatismo iludido de uma considerável fatia de torcedores do Federer. São do tipo que saem à rua de guarda-chuva, encontram o céu sem nuvens, ainda assim abrem o guarda-chuva e ficam dizendo: “Está chovendo”.

Eis alguns números do Nadal que estes torcedores insistem em ignorar:
Entre os Tops10 atuais, no confronto direto Nadal tem vantagem contra todos: 23x19 contra Djokovic (2); 12x1 contra Wawrinka (3); 23x10 contra Federer (4); 15x5 contra Murray (5); 18x3 contra Berdych (6); 22x6 contra Ferrer (7); 8x4 contra Del Potro (8); 5x0 contra Raonic (9) e 7x0 contra Gulbis (10). Se apenas isto não for uma prova de sua superioridade ante os demais, não sei mais o que pode ser considerado.

No entanto, não faltam outros números que demonstram sua superioridade:

É o único tenista da história a vencer pelo menos um torneio de Grand Slam durante dez anos seguidos.  O mesmo para torneios Master 1.000.

Tem o recorde de 27 torneios de Master 1000 e o recorde da média de 2,7 torneios por ano.

Junto com Wilander, são os únicos a terem mais de um Slam nos três tipos de piso: saibro, grama e sintéticas.  O que demonstra a versatilidade de Nadal e desmente os ignorantes  que insistem em chamá-lo de especialista do saibro.

Tem 90 vitórias em 91 jogos de cinco sets em piso de saibro. Ele é de fato, o rei do saibro, mas não um especialista no sentido de não ser excelente em outros pisos. Para mostrar este fato, um número relevante. No confronto com Federer, em outros pisos que não o saibro, Nadal ainda leva a vantagem de 10x8.

Somente a título de comparação, sem intenção de menosprezar os adversários, cujos números também são respeitáveis, eis os percentuais de Nadal em torneios de Grand Slam comparados com os de Federer, “o melhor de todos os tempos”, ENTRE ASPAS e Djokivic, “o melhor da atualidade”, ENTRE ASPAS:

Nadal alcançou as finais em 53% dos torneios de Grand Slam disputados, contra 39% de Federer e 34% de Djokovic. Nadal venceu 37% dos torneios de Grand Slam disputados , contra 27% de Federer e 16% de Djokovic. Nadal venceu 89% dos jogos de todos os torneios de Grand Slam que disputou, contra 86% de Federer e 84% de Djokovic.

Apesar de discordar  do termo “melhor de todos os tempos” porque compara épocas distintas, os números de Nadal me deixam tranquilo de dizer que na minha opinião, OPINIÃO, repito, Nadal não é apenas o melhor tenista de todos os tempos, mas o melhor atleta de todos os tempos.


Não tiro a razão de quem discordar da minha opinião, mas o que não pode ser negado, nem por estes que discordam, é que os números de Nadal, de significância estatística, nas suas médias, mostram que é o tenista de melhor rendimento em termos de vitórias na história do tênis.  FATOS que se demonstram pelos números, quando aos fatores subjetivos tais como, beleza dos golpes, etc..., que sejam julgados subjetivamente. E neste caso, o bom senso de usar o termo OPINIÃO, será sempre de bom tom. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A Hipocrisia do "Melhor de Todos os Tempos".

Assim que terminaram as finais de conferência da NFL, quando Peyton Manning calou os críticos com uma atuação soberba, voltaram com força total as conversas sobre quem seria o melhor quarterback de todos os tempos. Os nomes de sempre voltam à tona, o do próprio Manning, o de seu “rival” Tom Brady e o de Joe Montana são os mais falados.

Tudo bem que exista uma necessidade absurda de se “categorizar” características humanas incluindo o desempenho esportivo, mas as argumentações mostram as deficiências desta categorização e ainda mais, mostram a deficiência de argumentação daquele que deseja fazer fato o que é apenas sua opinião. Mas que fique bem claro, mesmo que as opiniões sejam unânimes sobre quem é o “melhor de todos os tempos”, esta categorização será sempre uma opinião, jamais um fato.

Outro dia cheguei a me irritar com um jornalista que na mídia Globo.com “justificou” o título de melhor tenista de todos os tempos para Federer por uma única jogada. Sem dúvida, a mais restrita e idiota argumentação para este “título” que um “especialista” esportivo já escreveu em uma mídia, pelo menos a mais idiota que eu já tenha lido. Em minha opinião.

Agora vamos aos fatos de como são hipócritas as argumentações para transformarem em fatos suas opiniões.

Frequentemente “fãs” de Tom Brady “argumentam” que ele é o melhor de todos os tempos por ter mais títulos de Superbowl que Peyton Manning. Muitos deles utilizam a mesma argumentação para “justificar” a escolha de Federer como o “melhor” também. Dentro destes mesmos esportes ignoram, por conveniência ou desconhecimento mesmo, que Joe Montana tem mais títulos de Superbowl e Ken Rosewall tem mais títulos de Slams. Alguns destes fãs que usaram desta argumentação para justificar sua “escolha” ignoram esta mesma argumentação ao considerar Senna o melhor de todos e aí acrescentam um “SE”: Se Senna não tivesse morrido na Tamburello teria mais títulos que Vettel, Prost, Fangio e até mesmo Schumacher.

Esses fãs pioram tudo quando se esquecem de que ao contrário do tênis que é um esporte individual, então os argumentos “caem” melhor, o futebol americano é um esporte coletivo e a Fórmula UM é um esporte aonde o piloto precisa de um bom carro para vencer.

Argumenta-se muito com os números para se justificar as escolhas, mas escolhem que números devem usar. Falam dos três títulos de Superbowl do Brady e esquecem os quatro, que certamente passarão a serem cinco títulos de MVP (jogador mais valioso) do Peyton Manning. Argumentam a vantagem no “confronto direto” para Brady, mas se esquecem de valorizar os jogos decisivos de títulos de conferência, o que fizeram quando levaram em consideração os títulos de Superbowl e esquecem o fato de que os dois jogadores JAMAIS se encontraram em campo ou enfrentaram um ao outro porque times de ataque não enfrentam times de ataque de seus rivais no futebol americano, somente times de defesa.

Na Fórmula Um se usa nas “argumentações” o número de vitórias e comparam épocas distintas. Eras de campeonatos de oito corridas, de doze, dezesseis e agora até mais de vinte. Percentuais são usados conforme conveniência ou o fato de terem carros “vencedores” ou não.

O pior, mas bem pior é quando os “fãs” usam o “melhor de todos os tempos” para negar o talento daqueles para quem não torce. Não é errado “achar” seu ídolo o melhor de todos os tempos, mas não queira fazer disto um fato pois é apenas uma opinião. Mas é muito errado negar o talento dos rivais de seus ídolos, como se “o fato” de não serem “o melhor” o tornassem insignificantes para o esporte. Isto torna os seus ídolos menores.

Para ficar apenas nos esportes que citei:

Eu jamais tornaria Rosewall e Nadal menores ignorando o talento e a grandeza de Laver, Federer, Djokovic, etc...

Eu jamais tornaria Peyton Manning menor ignorando o talento e a grandeza de Brady, Elway, Marino, Montana, etc...

Eu jamais tornaria Fangio menor ignorando o talento e a grandeza de Senna, Schumacher, Piquet, Lauda, etc... 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Rei do Tênis


Agora ficou óbvio demais até para os detratores. Nadal não é APENAS o Rei do saibro. É o Rei do tênis. Ninguém, absolutamente ninguém que entenda de tênis pode negar a Nadal o direito à coroa e ao manto.

Maria Ester Bueno hoje na transmissão declarou en passant: A bola do Nadal vai com muito spin e muita força, não basta rebater a bola do Nadal. Algo que venho dizendo há séculos no Twitter e em blogs de tênis.

Nadal sai de uma lesão que muitos acreditaram (e acreditem muitos torceram) que acabaria com sua carreira. Teve a humildade de voltar ao circuito jogando torneios menores, no Chile e Brasil. Testar suas possibilidades. Ganhou Roland Garros, muitos menosprezaram dizendo que ele se limitaria a vencer este torneio. Perdeu em Wimbledon, os detratores se assanharam, mas Nadal nem deve ter percebido, voltou a sua humildade, abandonou alguns torneios e treinou modificações em seu jogo para vencer em quadras duras, e como o fez, venceu todos os torneios, permaneceu invicto nesta temporada de quadra dura e fez um ESPETACULAR US Open acabando de vez com a estigma injusta de jogador de saibro. Já tinha vencido nos quatro grandes e mais o ouro olímpico, mas isso não bastava para seus detratores. Hoje, o único argumento que resta para os anti-Nadal é não gostar dele. É um direito que respeito. Qualquer argumentação além dessa é prova de imbecilidade.

Nadal tomou para si a coroa, merecida. E fez isso na temporada seguinte a uma grave lesão nos joelhos. Presença emblemática hoje foi a da Rainha Sofia, a realeza espanhola prestando seus respeitos ao Rei do Tênis.

Vida longa ao Rei.




terça-feira, 27 de agosto de 2013

Galeria de Ídolos: Olha quem bate a porta.


Minha escolha de ídolos do esporte segue um critério pessoal às vezes estranho até para mim mesmo. Sendo assim no futebol tenho como ídolo-mor não o Pelé, mas Gérson, o canhotinha de ouro. Pelé passa distante da idolatria. No automobilismo tenho como ídolo o bocarrota Piquet, apesar de reconhecer em Senna um piloto que só teve iguais em velocidade Jim Clark e Fangio, seu comportamento midiático jamais permitiu que eu admirasse outra coisa que não o talento. O talento para mim é importante para um ídolo esportivo, afinal nem chego a conhecer o nome de atletas que são medianos, exceto é lógico os brasileiros que chegam à mídia como esperanças de títulos ou medalhas e sequer chegam as finais de suas especialidades.

O tênis juntamente com o automobilismo são os esportes onde ídolos é o que não faltam para mim. No automobilismo tenho como ídolos em Nuvolari, Fangio, Piquet, Clark, Raikkonen, Brabham, McLaren e até Bird Clemente. E para cada um algo diferente do talento, diferente entre eles, mas com algumas semelhanças. Piquet, Brabham e McLaren tinham conhecimento mecânico extraordinário, mas temperamentos diferentes. Nuvolari, Fangio e Clark o domínio do carro. Raikonnen uma personalidade única e Clemente um amor inigualável aos carros de corridas.

No tênis meus ídolos são ainda mais diferentes entre si: Ken Rosewall, Nadal, Laver, Pancho Gonzales, Connors e Guga nada apresentam de semelhante além do grande talento.

Mas um outro personagem está quase entrando nesta restrita galeria de ídolos que tenho e isto pelas suas semelhanças com Guga.

Guga sendo homenageado por ter terminado um ano como o número 1, se vê no meio de Connors, McEnroe, Borg, Nastase, Federer, Nadal e então pergunta humildemente: O que fiz para estar no meio destes gênios? Sabemos que não é uma falsa modéstia ou falsa humildade, este sempre foi o Guga, respeitoso com a história do tênis, olhando para estes caras como eu só olharia para Gonzales, Rosewall, Laver e Nadal. Primeiro respondo a Guga, o que ele fez para estar no meio destes gênios? Foi um gênio, simples assim. Um gênio dentro da quadra, um grande ser humano fora dele, representou o Brasil com grande dignidade, mostrando simplicidade e uma imensa alegria dentro e fora da quadra. Nem parecia estar competindo, apenas se divertindo. E divertindo-se foi evoluindo seu tênis até conseguir um seu maior feito. Muitos podem achar que foram os três títulos em Roland Garros, mas para mim seu grande feito foi o feito inédito de ter vencido Sampras e Agassi em jogos seguidos na quadra dura. O que mostrava sua evolução interrompida pela maldita lesão no quadril.

Falando sobre este outro personagem que está batendo à porta da galeria de ídolos esportivos, ele também demonstra simplicidade e imensa alegria fora da quadra, mas dentro da quadra, diferente de Guga, se transforma em guerreiro e luta, com uma força mental superada apenas pelo Nadal. É, estou falando de Djokovic. Fora da quadra não é um Romário (que também NÃO É meu ídolo) que se achava mais do que era, apesar de ter sido muito. Djokovic é parecido com o Guga, low profile, simples, alegre e acrescenta um lado quase palhaço no modo de enxergar o mundo. Essa semelhança com o Guga e um gesto, apenas um gesto, o aproximou da minha galeria. A mão em cima do ombro de Guga, não apenas na foto acima, mas em várias outras de momentos diferentes. Uma demonstração de respeito àquele que representou a humildade, alegria e espontaneidade na quadra, características que ficaram ausentes do circuito ATP com a aposentadoria precoce do brasileiro até o aparecimento dele, Djokovic.

Então Djoko, continue sendo simples, humilde na vitória e também na derrota ao reconhecer o valor do adversário como frequentemente você faz que a porta da galeria de ídolos do tênis será aberta, pois bem mais do que o talento, o caráter e a ética são a matéria que constituem os meus ídolos. O talento é apenas um detalhe, sempre presente, mas apenas um detalhe.

domingo, 18 de agosto de 2013

Bartoli


Quando Marion Bartoli anunciou a aposentadoria, logo antes de um torneio de Grand Slam, pensei: “É a TPM”. O tempo foi passando e a ficha caiu, Bartoli realmente desistiu do tênis. Fará falta, tenista com belo jogo, Bartoli mostrou ao mundo que autenticidade necessariamente não vem acompanhada de arrogância e agressividade. Bartoli sempre me pareceu ser uma daquelas pessoas que estão de bem com a vida. Que continue assim na sua aposentadoria, ela merece.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Muito bem casados.


Tenho lido algumas críticas sobre a contratação pela Sharapova de Jimmy Connors para ser seu técnico. Não entendo a razão das críticas. Maria deve ter visto o sucesso de Murray em Wimbledon e creditou boa parte deste sucesso a mudança de mentalidade e jogo imposto pelo Lendl. Ivan Lendl foi um dos jogadores mais intimidadores em quadra, mostrou a Murray que uma bolada no adversário quando este sobe a rede pode ser vista como uma jogada feia mas tem sua eficiência, no ponto, e no comportamento do adversário a seguir. Esta “agressão”, permitida nas regras do jogo, mexe com a cabeça dos adversários no sentido de buscar uma resposta adequada de agressão ou não-agressão, porém o tempo da dúvida é um tempo em que a concentração do “agredido” perde-se na dúvida da resposta. Murray, neste ano em Wimbledon “mirou” em adversários, por vezes atingindo-os como a Tsonga, por vezes raspando no corpo do adversário por conta de reflexos de fuga, como aconteceu com Federer, que escapou de boladas por pouco.

Na WTA tem uma tenista que intimida a todas adversárias e se está no dia (naqueles dias) intimida juízes de cadeira e de linha, ninguém escapa a fúria da Serena Williams. E ninguém tem dúvida de que Serena é a pedra no sapato da Maria Sharapova.

Ora, Maria vendo o resultado obtido por Murray por ter contratado o intimidador Lendl como técnico, por que não ela? Ela já teve um período anterior com Connors, só não levou adiante por ser pão-dura e não querer pagar o que Connors pediu na época. Se Lendl era intimidador, Connors sempre foi o “Mestre” da intimidação. Aquele que fazia o McEnroe ficar pianinho pianinho. Antes de ser um “aposentado” em atividade Connors massacrou Lendl que tentava intimidá-lo como aos outros. Connors, no entanto, sabia ser brutal enquanto o Lendl tentava ser hipocritamente “educado”. As duas finais do USOpen de 1982 e 1983 ensinaram ao Lendl que intimidação funcionava com uns, mas com outros, geralmente brutos de natureza, funcionava como uma espécie de “doping”. Este era o Connors, jogava muito melhor quando tentavam intimidá-lo.

Comparando os técnicos com as jogadoras em questão, Maria seria uma Lendl, intimidadora, mas com um limite imposto por educação. Serena é Jimmy Connors de saia, alternando jogadas técnicas com outras brutas, se não tem jogada melhor com a oponente na rede, ela vira alvo.

Então, quem melhor para ensinar a Sharapova a jogar contra a Serena do que o jogador que certamente serviu de inspiração a todos os brutos (no sentido da impiedade) do tênis?


Por este motivo, até prova em contrário, acho que a dupla Sharapova-Connors tem tudo para ser uma dupla muito bem casada.  

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O Gigante Nadal.

Foto: Reuters

No jogo de hoje, contra Djoko, Nadal mostrou que é sem dúvidas um gigante neste esporte. Somente uma coisa hoje me deixou irritado. Quando a mídia esportiva, na sua ignorância de costume, referiu-se a um provável título de Nadal como algo inédito em Majors. Os Majors da era “fechada” aos profissionais dos torneios amadores (entre eles Roland Garros) eram os torneios profissionais e Ken Rosewall tem oito títulos do mesmo Major, o French Pro. Este e outros resultados dos profissionais desta época podem ser vistos aqui.

Não superar este recorde de Rosewall, AINDA, no entanto, não torna Nadal um jogador menor, como disse no título Nadal é um dos gigantes deste esporte, no mesmo nível de Pancho Gonzales, Ken Rosewall, Rod Laver e Federer. Não assisti Gonzales jogar, mas respeito a história do tênis, e principalmente a opinião de meu tio que o assistiu, por isso sempre me refiro a ele com o mesmo respeito a que me refiro a Babe Ruth no Baseball ou a Wilt Chamberlain no basquete sem nunca tê-los assistido.

Algum tempo atrás um “especialista” respeitado do tênis argumentou a favor de Pancho Gonzales como o melhor de todos os tempos dizendo o seguinte: “Se minha vida dependesse do resultado de uma partida de tênis eu escolheria, sem piscar, Pancho Gonzales para vencer”. Transferindo esta pergunta para os tempos atuais, eu não arriscaria minha vida com nenhum tenista em diferentes pisos, mas não teria dúvidas em escolher Nadal como meu campeão em jogo no Saibro.

Assisti a jogos de Rod Laver e os de Ken Rosewall, ao vivo (ainda criança) e mais recentemente, os jogos (em final de carreira) disponíveis na Internet e honestamente não consigo enxergar Federer melhor que eles em qualquer piso. Já no saibro, o Nadal supera por pouco o Rosewall e em muito TODOS os outros jogadores que vi jogar.


Resumindo, se fosse apontar um maior de todos os tempos, nas quadras duras apontaria o Gonzales, mais como uma referência histórica e uma reverência ao meu tio. Mas no saibro, este jogador, apesar de ter Rosewall como ídolo maior no tênis, e assim continuará sendo, tenho a obrigação de seguir os meus olhos e dizer: Nadal é, sem sombra de dúvidas, o mais espetacular jogador a pisar no saibro. 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Elena Dementieva - Uma Deusa sem maquiagem.

Deus caprichou tanto em certas mulheres que maquiá-las é profanar a arte divina. A perfeição não necessita de retoques.