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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Fogo


Fogo, fogo, fogo. Grito.
Foi um incêndio monstruoso, confirmo.
Incêndio da alma, do corpo.
Daqueles que não tem extintor que dê jeito.
Que não se esquece, mesmo quando apaga.
Que deixam marcas tão profundas,
Que se teme acender uma vela.
Ainda assim, espero o momento,
Mesmo que seja breve,
De me jogar no fogo novamente.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

A Metaleira

Estava quieto bem aqui no meu canto.
Jogando canções e poesias para o mundo.
Até chegar uma metaleira com seu encanto.
Para me lembrar o que é um sentimento profundo.

Começou como uma simples brincadeira.
Com opiniões e gostos muito parecidos.
Terminei me vendo sem eira nem beira.
Exposto a sentimentos há muito adormecidos.

E me vi, de repente, sedutoramente envolvido.
Pela voz mais doce que o meu ouvido já escutou.
Com borboletas no estômago, estou impressionado.

Estás apaixonado, me disse meu coração comovido,
Pela reciprocidade, pela vivência a qual passou.
Só pude responder: É! Sei que estou apaixonado.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Os Animais em Mim.


Meu corpo é Leonino.
No signo e no coração.
Não me desafie naquilo que me importa.
Você pode ser mais forte.
Você pode ser mais poderoso.
Você pode ser um lutador mais técnico.
Mas nem em sonhos chegará perto de minha bravura.
E os bravos, mesmo quando vencidos em batalhas, são vencedores.
Se amigo, pode contar comigo.
Defenderei você de seus erros,
Mas jamais defenderei seus erros.


Minha alma é de uma águia.
Voo acima dos meus objetivos.
E uma vez que estão ao meu alcance,
Mergulho de cabeça para obtê-los.
Amei muitas mulheres,
Mas sempre voei só.
Tenho uma visão aguçada,
E a maioria das coisas que vejo,
Não me interessam.
Protejo o meu ninho mais do que tudo,
Pois lá estão os meus bens mais preciosos.
Jamais confunda minha calma com passividade.
Calmo, eu caço com mais facilidade.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Um presente inesperado


Vi uma figura feminina no mar, surfando uma onda com uma longboard 8’8”. Meu coração regendo meus sentidos, como se estivesse executando “Clair de Lune” de Debussy. Uma lágrima salgada saiu de meu olho esquerdo.
Senti-me abençoado de estar sentado na areia, observando a figura esbelta, os cabelos compridos molhados jogados de um lado para o outro, camiseta molhada grudada na pele e um short discreto, com um sorriso de felicidade por estar recebendo do oceano aquele presente em forma de onda. Fiquei sentado observando-a voltar ao oceano para escolher mais uma onda e nem lembro mais de quantas ondas a garota pegou. Por fim ela saiu da água, uns vinte metros de onde eu estava sentado. Ela veio em minha direção, e sorriu ao perceber minha prancha que estava deitada ao meu lado. Muita coincidência era uma 8’8” também.
- O mar está perfeito para longs hoje – disse ela com uma voz doce, juvenil.
- Percebi. – Respondi. – Vi suas ondas, você surfa muito bem.
- Obrigada Tio. E o senhor, já entrou?
Tio. Toda vez que ouço a palavra é como se fosse uma bofetada na minha velha alma, porém jovem na busca eterna de aprendizado e no espírito aventureiro.
- Não. Estou indo agora.
Peguei minha prancha e sorri para ela. Ao caminhar em direção ao mar pensei: “O oceano não se importa se você é jovem ou velho, rico ou pobre, preto, branco, amarelo ou verde. Ele apenas reconhece quem o respeita e quando se sente amado, às vezes, não sempre, te presenteia com ondas perfeitas”.
Fui receber meu presente.



domingo, 8 de junho de 2014

Uma cama vazia. An empty bed.



Quando morri, um quarto de século atrás, (When I died, a quarter of a century ago,)

Não me aceitaste no paraíso. (You did not accept me in paradise.)

Tampouco me enviaste ao inferno. (Or sent me to the hell.)

Atiraste-me, como um trapo velho, de volta a vida. ( You threw me, like an old rag, back to life.)

Desde então, até agora: (Since then, until now: )

Tiraste-me o propósito. (You took from me the purpose.)

Roubaste-me os sonhos. (Stole my dreams)

Iludiu-me com falsos amores. (Eluded me with false loves.)

E riu de minha ingenuidade. (And you laughed at my naivete.)

Para não dizer que não me deixaste nada, (To not to say that you didn't leave me anything,)

Ainda resta no meu quarto: (Still left in my room: )

Uma cama vazia. (An empty bed.)


sábado, 8 de março de 2014

A Bela da Praia.


Hoje te vi na praia.
Algo chamou a minha atenção.
Não foram seus cabelos,
Loiros, longos, soltos,
Dançando levados pela brisa.
Não foi seu corpo curvilíneo,
Ou o vestido rosa que molhado,
Nele grudava.
Não foi o seu sorriso, nem o seu olhar,
Que apenas enxergava o meu olhar,
Nada mais.
O que me chamou a atenção
Foi o seu andar,
Que de tão leve
Não deixava marcas.
Estaria um anjo te carregando?

sábado, 21 de dezembro de 2013

White Armor - Armadura Branca



Aonde estou?
O que estou procurando?
Porque permaneço aqui?
Fusionado nesta armadura branca.
Andando sem graciosidade
mas com flamejante honra.
Por que ainda estou lutando?
Minha alma gêmea se foi há muito.
Levada por um espirro dos Deuses,
possuídos pelo ciúme doentio
não puderam assistir amor maior
do que o dedicado a eles.
Danem-se os céus.
Fodam-se os infernos.
Minha alma não pertence aos Deuses.
Minha alma não pertence aos demônios.
Minha alma pertence a ela.
Somente a ela.
E é pra ela que minha alma sussurra:
“Minha vida é apenas antecipação 
de nosso próximo encontro”. 

Where am I?
What I'm looking for?
Why do I stay here?
Merged in this white armor.
Walking without grace
but with flaming honor.
Why am I still struggling?
My soul mate is gone long ago.
Taken by a sneeze of the gods,
possessed by sick jealousy
they couldn't see greater love
than the dedicated to them.
Screw the heavens.
Fuck the hell.
My soul does not belong to the gods.
My soul does not belong to demons.
My soul belongs to her,
Only to her.
And it is to her that my soul Whispers:
"My life is just anticipation
of our next meeting. "

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Nosso Dia.



Tenho dez corações. E hoje, são todos seus.

O 1 diz: O sangue que recebo é oxigenado, não por meus pulmões, mas pelo amor que sinto por ti.

O 2 fala: Cada dia que não te vejo é como uma extrassístole eterna.

O 3 meio que plagia o 2 enquanto afirma: "A cada vez que te vejo, I miss a beat".

O 4 quase estoura as cordas vocais enquanto grita teu nome.

O 5, que é tímido e não consegue se expressar, mandou dizer que você é o nodus sinusatrialis dele.

O 6 só está esperando a surpresa das nove. Horas, não sejas maliciosa.

O 7 é mudo.

O 8 atesta que sem você é apenas um o.

O 9 afirma que seu “um” é o que falta para a vida dele ser perfeita.

O 10 reafirma a herança de todos enquanto se entrega: “Si desidera sempre con me”.

Por fim, meu cérebro, muito mais simplório, apenas declara: Te amo com a força de dez corações.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

You.




My Sweet Karla, 

There is only few weeks that you left and I already feel your absence.

You told me that admired me because I didn't show fear under any circumstances.

Nothing threats me at all; the only thing I fear is that you have been just a figment of my imagination, so perfect were you.

Thinking of you I did this poem. I forgot that you don't understand Portuguese, so I translated although I think the most appropriate language to poems is Portuguese. The original in Portuguese can be found here.

You
You are the salt of my gluttony,
The sky of my hope,
The heat of my desire,
The Sun of my joy,
The southern path that I shouldn't follow.
That is, The North of my life,
You are the Moon of my dreams,
The impotence of my love,
The land of my day to day.
The sweet of my soul.
You are the song that enchants me,
The silence that deafens me,
The darkness of my freedom,
The light of that sweet prison,
Which is to be in your arms.
That's because you're mine,
Because I am yours,
Instead of us being for both of us.


sábado, 20 de abril de 2013

Uma Carta para Você.



Prezada amiga,

Estava sentindo falta de escrever aquelas velhas cartas de amor. Pensei em escrever para uma musa, que me inspirasse, depois vi que não deveria ser uma carta de amor porque há tantas formas de amor, há o amor-carnal; o amor-amizade; o amor-identificação; o amor alma-irmã; o amor-admiração; o amor-distribuído; o amor-guardado; o amor que beija a boca; o amor que beija a fronte; o amor que apenas abraça, mas que sempre estará lá quando você necessitar e tantas mais outras formas de amor. Resolvi que escreveria uma carta de amor-presença, para você.

Sim, para você, que está bem consigo mesma e aproveitando todos os momentos felizes que a vida tem a oferecer. Estou aqui para te dizer que gostaria de compartilhar desta sua felicidade, deste momento especial em tua vida. De ouvir aquela música que te faz feliz e te dizer que também gosto desta música, se de fato gostar, se não gostar não direi nada, afinal por que iria cortar o seu barato? (BARATO – Gíria antiga que significa diversão).

Esta carta também é para você. Você que está se sentindo sozinha mesmo tendo amigas e amigos. Sente-se sozinha porque acha que não é compreendida e às vezes muda seu jeito de ser em busca de aceitação por não saber lidar com a solidão. Eu te digo, minha querida, que eu te aceito como você é. Compreendo-te, mesmo que seja uma mentira no aspecto de entender a extensão de seus sentimentos, mas sendo verdadeiro no sentido de que entendo principalmente a sua necessidade de preencher aquele vazio que a faz procurar uma mídia de interação. Se toda voz precisa e deve ser ouvida, estou aqui para isso, para te ouvir. E te aceitar, assim como você é.

Mais ainda, esta carta é para você, que se sente realmente em estado de completa solidão. Eu preciso te dizer que os momentos de solidão podem ser muito bem aproveitados para expandir os limites de sua mente, para adquirir mais conhecimento pela leitura, pela admiração da Arte em todas as suas formas e usar este conhecimento para apreciar a beleza das pequenas coisas a sua volta e comungar com os pequenos sinais que a natureza te manda para te dizer que você não está sozinha, apenas não consegue enxergar quem está com você mesmo não estando ao seu lado. Pense nesta carta como um pequeno sinal, mas GRITADO, que tem alguém do seu lado, mesmo estando tão longe de ti.

Com amor e muitas saudades de VOCÊ,
EU. 

sábado, 13 de abril de 2013

Você


Você é o sal da minha gula,
O céu da minha esperança,
O cio do meu desejo,
O sol da minha alegria,
O sul do caminho que não devo seguir.
Ou seja, o Norte da minha vida,
A lua dos meus sonhos,
A impotência do meu amor,
A terra do meu dia a dia.
O doce da minha alma.
Você é a canção que me encanta,
O silêncio que me ensurdece,
A escuridão da minha liberdade,
A luz dessa doce prisão,
Que é estar em seus braços.
Isso porque você é minha,
Porque eu sou seu,
Em vez de sermos de nós dois.



sábado, 6 de abril de 2013

A Amizade e a Recompensa



O meu filho mais velho poucos anos atrás me fez uma pergunta quando eu parti juntamente com alguns colegas, para um país africano tentando ajudar pessoas que não tinham recursos nem acesso a um atendimento médico decente: “Porque vocês se arriscam tanto, enfrentando perigos por pessoas que não conhecem, sem receber nada em troca, pelo contrário, gastando do próprio bolso, sem o apoio de governos que não querem vocês por lá e principalmente sabendo que a ajuda de vocês não mudam o principal problema que é a extrema pobreza destas pessoas”?

Eu não tive uma resposta clara, porque não havia uma. Como exprimir um sentimento que não pode ser repartido senão pela própria experiência? E foi exatamente isso que respondi: “Quando você for maior de idade, te levarei e você verá com seus olhos qual a imensa recompensa que recebemos por esta ajuda no olhar de quem ajudamos. Não tem como descrever isso, você terá que vivenciar”.

Bem, meu filho ainda não atingiu a maioridade, portanto esta promessa ainda não foi cumprida. Espero estar vivo e saudável para cumpri-la e o farei quando o risco for quase nulo, afinal a falta de senso para a autoproteção é inversa a também falta de senso para a proteção dos filhos, a nós mesmos descuidamos, aos nossos filhos superprotegemos. E não vejo nada de errado nisso.

Porém hoje, tenho algo mais do que simples palavras para dar uma pequena amostra do quanto somos recompensados por nosso trabalho. Tenho dois exemplos. Viajei quase cinco horas para ter acesso a Internet e escrever este texto para meu filho mais velho.

Ontem encerramos a primeira etapa desta viagem itinerante com nossa unidade móvel. E recebi de um velho senhor, líder da comunidade, uma rosa branca e folhas de papel manuscritas. Uma recompensa que me apertou a garganta e fez correr as duas lágrimas que permito saírem dos meus olhos em momentos especiais da minha vida.

Para que se tenha uma dimensão desta recompensa contarei um caso inverso, que tive no início de minha carreira. Ainda no primeiro ano de residência em cirurgia, fui chamado de urgência pelo cirurgião com qual trabalhava desde meu terceiro ano (sexto semestre) do curso de medicina. Um paciente, um rico fazendeiro, chegara em Salvador com alto risco de morte por ter sofrido uma facada e apesar de operado no interior o pâncreas não foi devidamente suturado de forma que o indivíduo sofreu lesões em pingos de vela em consequência ao vazamento. Operamos o fazendeiro, salvamos a vida dele. Quando da alta deste rico fazendeiro, ele pagou ao Hospital privado, porém deu calote na nossa equipe médica.

Ainda como residente, operei casos mais simples, de riscos menores, em pacientes pobres, sem cobrar e alguns destes pacientes algum tempo depois me levavam presentes que eu aceitava apenas quando da insistência dos pacientes para que eles não se sentissem ofendidos. Assim, muitas pessoas humildes mostravam sua gratidão me “presenteando” com quilos de amendoim, milho, feijão, etc... por uma simples cirurgia, quando não tinham obrigação alguma de fazê-lo, enquanto o rico fazendeiro, cujo pagamento era relativamente bem menos significativo em suas posses que os “presentes” dos humildes, este fazendeiro mostrava sua indiferença ao fato de ter sua vida salva por nossa equipe médica nos passando o calote.

Voltando ao velho senhor, líder da comunidade aonde encerramos ontem nossa passagem. A entrega de uma rosa branca é deveras significativa, pois não há jardins nos locais próximos a esta região quase desértica. Ou seja, uma viagem longa precisou ser feita para adquirir aquela rosa. Que tinha de ser branca para ser o complemento perfeito às páginas manuscritas. O que tinha nas páginas é possivelmente o melhor pagamento que já recebi na vida.
Não conhecia o autor, ignorância minha, reconheço, mas quando voltar a Salvador será uma das primeiras coisas que farei: procurar pela obra dele.

O manuscrito:

Extractos de los Versos Sencillos de José Martí.


I
Yo soy un hombre sincero
De donde crece la palma.

Y antes de morirme quiero

Echar mis versos del alma.

Yo vengo de todas partes,
Y hacia todas partes voy:
Arte soy entre las artes,
En los montes, monte soy.

Yo sé los nombres extraños
De las yerbas y las flores,
Y de mortales engaños,
Y de sublimes dolores.

Yo he visto en la noche oscura
Llover sobre mi cabeza
Los rayos de lumbre pura
De la divina belleza.

Alas nacer vi en los hombros
De las mujeres hermosas:
Y salir de los escombros,
Volando las mariposas.

He visto vivir a un hombre
Con el puñal al costado,
Sin decir jamás el nombre
De aquélla que lo ha matado.

Rápida como un reflejo,
Dos veces vi el alma, dos:
Cuando murió el pobre viejo,
Cuando ella me dijo adiós.

Temblé una vez -en la reja,
A la entrada de la viña,-
Cuando la bárbara abeja
Picó en la frente a mi niña.

Gocé una vez, de tal suerte
Que gocé cual nunca: cuando
La sentencia de mi muerte
Leyó el alcalde llorando.

Oigo un suspiro, a través
De las tierras y la mar,
Y no es un suspiro. -es
Que mi hijo va a despertar.

Si dicen que del joyero
Tome la joya mejor,
Tomo a un amigo sincero
Y pongo a un lado el amor.

Yo he Visto al águila herida
Volar al azul sereno,
Y morir en su guarida
La víbora del veneno.

Yo sé bien que cuando el mundo
Cede, lívido, al descanso,
Sobre el silencio profundo
Murmura el arroyo manso.

Yo he puesto la mano osada
De horror y júbilo yerta,
Sobre la estrella apagada
Que cayó frente a mi puerta.

Oculto en mi pecho bravo
La pena que me lo hiere:
El hijo de un pueblo esclavo
Vive por él, calla y muere.

Todo es hermoso y constante,
Todo es música y razón,
Y todo, como el diamante,
Antes que luz es carbón.

Yo sé que el necio se entierra
Con gran lujo y con gran llanto,
Y que no hay fruta en la tierra
Como la del camposanto.

Callo, y entiendo, y me quito
La pompa del rimador:
Cuelgo de un árbol marchito
Mi muceta de doctor.

XXXIX
Cultivo una rosa blanca
En julio como en enero,
Para el amigo sincero
Que me da su mano franca.
Y para el cruel que me arranca
El corazón con que vivo,
Cardo ni oruga cultivo;
Cultivo la rosa blanca.

XL
Pinta mi amigo el pintor
Sus angelones dorados,
En nubes arrodillados,
Con soles alrededor.
Pínteme con sus pinceles
Los angelitos medrosos
Que me trajeron, piadosos,
Sus dos ramos de claveles.

XLI
Cuando me vino el honor
De la tierra generosa,
No pensé en Blanca ni en Rosa
Ni en lo grande del favor.
Pensé en el pobre artillero
Que está en la tumba, callado;
Pensé en mi padre, el soldado;
Pensé en mi padre, el obrero.
Cuando llegó la pomposa
Carta, en su noble cubierta,
Pensé en la tumba desierta
No pensé en Blanca ni en Rosa.

XLIV
Tiene el leopardo un abrigo
En su monte seco y pardo:
Yo tengo más que el leopardo
Porque tengo un buen amigo.
Duerme, como en un juguete,
La mushma en su cojinete
De arte del Japón yo digo:
“No hay cojín como un amigo”.
Tiene el conde su abolengo;
Tiene la aurora el mendigo;
Tiene ala el ave: ¡yo tengo
Allá en México un amigo!
Tiene el señor presidente
Un jardín con una fuente,
Y un tesoro en oro y trigo:
Tengo más, tengo un amigo.


O manuscrito terminava assim:

Estos versos y esta rosa son un pequeño regalo para el amigo Dr. Titus y su equipo. Lleve nuestro reconocimiento y nuestro respeto eterno.

Então, meu filho, se um dia eu não puder cumprir a minha promessa de fazê-lo sentir o que significa a gratidão destas pessoas, leia estes versos e saiba que não existe nada mais nobre na vida de alguém do que ser simplesmente um amigo.

domingo, 31 de março de 2013

Feliz Aniversário




Estás avançando em idade
Aproveite e clareie a mente
Perceba a imensa beldade
Da flor e da semente

Você que pensa na verdade
Ímpeto louco de adolescente
Não se deixe ferir pela maldade
Pelos espinhos ou pela serpente

Seja sincera no que sente
Mantenha afastada a crueldade
E verás tudo tão claramente
             
Mantenha-se deveras iluminada
Leve o amor para a posteridade
Pela vida, viva apaixonada.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Quando te vi


Na primeira vez que te olhei,
Definitivamente me apaixonei.
Senti um calafrio percorrer minha espinha,
Quando por seus olhos vi que eras minha.

Na primeira vez que em seu rosto toquei.
E os seus lindos cabelos desmanchei.
Percebi que de imensa agonia iria sofrer,
Unicamente pelo medo de te perder.

Lembro-me da primeira vez que a seus lábios elogiei.
Você sorriu o sorriso mais lindo e disse: São seus.
Desse dia em diante a cada vez que te beijei,
O pensamento vinha: E eles são meus. São meus.

Na primeira vez em que fomos um, senti-me perdido.
Já que daquele momento em diante seria metade.
Você perdia ao ganhar a metade de um homem sofrido.
Enquanto eu ganhava o inteiro amor de uma anja de verdade.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A maior emoção da vida



Mesmo que tenha:

Voado de Asa Delta;

Pulado de Para-Quedas;

Atravessado Salvador a Itaparica

De pranchão e caiaque;

Descido montanhas de snowboard;

Escalado montanhas;

Explorado cavernas;

Nadado com tubarões no Caribe;

Surfado com golfinhos na Austrália;

Gritado em Savanas africanas

No meio dos animais;

Ter encarado Hooligans;

Ter feito caridade e

Levado tiro por isso;

Montado na cela do dragão

No meio de altas viagens;

Ter estado apaixonado;

Ter estado desapaixonado;

Ter surfado a onda perfeita;

Ter fumado a onda perfeita;

Ter surfado ondas gigantes;

Não ter surfado e apenas

Curtido o sol na minha pele;

Ter encontrado a alma gêmea;

Tê-la perdido;

Rido nas maiores alegrias;

Nas dores, sofrido;

Por mulheres, me encantado;

Por mulheres, me iludido;

Por mulheres, me perdido;

Por mulheres, abandonado;

Por mulheres, me desesperado,

Na completa solidão;

Bebido bons vinhos,

Comido pratos exóticos,

Enfim, vivido intensamente,

Nada disso me preparou,

Para a maior emoção da vida:

Ser Pai.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A Chave.


Quisera eu ser uma chave.
A chave que abrisse todas as tuas caixas.
A caixa dos teus mais íntimos mistérios.
A caixa onde guarda tuas emoções.
A chave que abrisse o teu sorriso.
A chave que retirasse qualquer véu que de forma vã,
Tentasse impedir a luz de emanar de teus olhos.
A chave que ao penetrar na tua íntima porta
Desencadeasse a mais indescritível sensação.
A chave que abrisse o teu coração.
A chave que abrisse a tua alma.
Sem me importar de consequentemente abrir
Uma tão temida caixa de Pandora.
Porque se houvesse em ti, o que duvido,
Alguma maldade oculta, dela te libertaria.
Para que toda a sua luz pudesse fluir,
Como um rio, de encontro ao meu oceano.
E por que seria a chave que te faria isso tudo?
Muito simples. Porque te amo.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Soneto a musa inatingível.



Em teu olhos azuis de piscina,
Uma imensa vontade de mergulhar,
Pena não estarem tão pertos, que sina.
Mas o destino cabe a mim enfrentar.

Esses olhos que de tão brincalhões,
Com travessuras safadas me fazem sonhar.
Com coragem enfrentarei todos os sermões,
Que uma alegria excessiva há de provocar.

Ao ver este corpo de curvas tão sinuosas,
Sinto a urgência do sangue nas artérias a acelerar.
O desejo de me perder no meio da sensação,

De enfrentar todas as situações perigosas.
Deixar meu corpo e minha alma adrenalizar,
 De sussurrar no seu ouvido “aquela” canção.