sábado, 28 de julho de 2012

Heroínas Olímpicas – Sarah Menezes.




Ela nasceu mulher em um país machista. Nasceu nordestina e negra em um país que esconde seus preconceitos, mas os tem. Escolheu o judô como esporte. Escolheu logo o mais educativo dos esportes, pois não se enganem, o judô não ensina apenas a lutar, mas a portar-se com Honra e Dignidade.

Ela tinha tudo contra. Sexo, naturalidade, cor, falta de patrocínio, falta de respeito dos dirigentes brasileiros pelo esporte. A seu favor tinha apenas uma coisa. A determinação. A famosa determinação nordestina, a famosa determinação feminina.  E foi a luta, em todos os sentidos. E venceu. Chegou ao lugar mais alto do mundo, aonde apenas os campeões e campeãs olímpicas chegam. E foi ao pódio, representação figurativa do monte Olimpo. E no lugar de direito ouviu o hino nacional, e colocou uma medalha de ouro no nome do Brasil, mas não se enganem, de novo, que esta medalha não é do Brasil, é dela, Sarah Menezes

Na sua determinação, na sua concentração, talvez na ausência do conhecimento, pelo sangue adrenalizado, do que esta medalha representa , não chorou. Mas não se preocupe Sarah. Nós choramos por você. 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A BOLA QUE RESTOU.




E se minha alma fosse uma bola?
A bola rolaria pelo mundo afora.
E agora?
O mundo acabou.
Como fica minha bola?
E se ela não murchou?
Está rolando pelo espaço?
Imagina o cansaço
De um movimento eterno.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

DON'T


Don’t ask me
Why am I crying?
I’m crying for you.
      Don’t ask me
     Who am I?
      I am love.
Don’t ask me
What I watch.
I see the sadness of the world.
      For many years
      I asked God
     Why me?
Finally I discovered.
I am not.

Personalidades que mais admiro – Fórmula 1




Em tempos de Olimpíadas, outra lista esportiva, não de um esporte olímpico, mas do esporte que agrega uma paixão que sempre tive: carros.

Como o título diz, estas listas se referem a personagens, que por vários ou poucos motivos, ganharam a minha admiração. Não é uma lista dos melhores de todos os tempos. Apesar do talento ser uma condição prévia nestas listas, não é a única. Atitude e simpatia somadas a outras qualidades e até mesmo “defeitos” interferem na admiração que temos. Quem quiser fazer a sua lista e postar aqui, esteja a vontade.

A Lista:

Pos
Pilotos
1
Nelson Piquet
2
Juan Manuel Fangio
3
Jim Clark
4
Wolfgang Von Trips
5
Tazio Nuvolari
6
Jack Brabham
7
Alberto Ascari
8
Giles Villeneuve
9
Niki Lauda
10
Chico Landi

terça-feira, 24 de julho de 2012

Ouro para Sharapova.




Confesso que tenho um pouquinho mais, só um pouquinho mesmo, de preferência por Ana Ivanovic em relação à Maria Sharapova, mas em relação à medalha de ouro nas olimpíadas de Londres, minha torcida é 100% da Sharapova.

Explico. O simbolismo desta medalha representaria muito mais para a Maria Yuryevna Sharapova do que para qualquer outra tenista da atualidade. Não estou falando do Golden Slam Career, um feito notável, mas de cidadania.

O pai de Maria Sharapova foi aconselhado por Martina Navratilova, que estava na Rússia para uma clínica de tênis, a levar a Maria para os Estados Unidos treinar com Nick Bollettieri. Yuri Sharapov seguiu o conselho, sem falar nada de inglês assim como sua filha de sete anos, com apenas setecentos dólares no bolso, levou sua filha aos Estados Unidos e construíram uma das histórias pessoais mais belas do esporte. Tem que se ressaltar que nesta época, apesar da Rússia já ter alguns representantes talentosos no tênis masculino, no feminino não havia ninguém. Anna Kournikova só ficaria famosa poucos anos mais tarde, portanto, ao contrário do que se diz, a Kournikova não tem importância alguma no aparecimento das russas Dementieva (Minha Deusa), Myskina, Kuznetsova e Sharapova.

Por ter ido cedo aos Estados Unidos, muitas pessoas acusaram a Sharapova de ter “americanizado”. Que culpa tem uma garota de sete anos, levada por um sonho, a conviver com outra cultura de assimilar diversos aspectos da mesma? Nenhuma. É a vida. Esta para mim sempre foi uma acusação tola. Mas não bastasse esta acusação ela frequentemente vinha seguida de outra, a de que Maria Sharapova não tinha nenhum amor pela Rússia. Já esta é uma acusação infame. Quem duvida que se Sharapova tivesse se naturalizado americana sua vida teria sido muito mais fácil?  

Mas não o fez. Continuou cidadã russa. Poderia ter feito como Tatiana Golovin, que também treinou com Bollettieri nos Estados Unidos e que depois se naturalizou francesa. Não estou julgando a francesa Golovin. Tenho imensa simpatia pelo brasileiro Meligeni. Cidadania é uma questão de coração e cada qual sabe onde está o seu. 

Não tenho a menor dúvida que as acusações de desamor à Rússia pela Sharapova não são apenas injustas, mas repugnantes. A Sharapova levando a bandeira já é uma resposta, mas vencendo uma medalha de ouro, computada para a Rússia é um complemento e tanto. Junte-se a isto o Golden Slam Career, conquista justa para uma das mais aguerridas tenistas.

Portanto, pela história de vida, pelo retorno após séria contusão, pela resposta a acusações infundadas e por último, mas não menos importante, por ter passado os dez últimos anos de minha vida torcendo pelo time feminino da Rússia na Fed Cup (Culpa da minha Deusa) é que não tenho outra opção de torcida pela medalha de ouro no tênis feminino que não seja a Maria Yuryevna Sharapova.