quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O milagre da ética



Diante da aprovação de uma reforma política em que se deturpa o voto distrital para atender aos interesses dos grandes partidos; diante da ineficiência e por vezes cumplicidade de policiais e magistrados que protegem corruptos e bandidos em vez da população honesta; o Brasil agiganta cada vez mais o esgoto aético no qual se afunda já tem um bom tempo.

A reforma política isolada de nada resolve, precisamos também de uma reforma constitucional. Não creio que exista país no mundo na qual a constituição protege corruptos e bandidos e deixa à própria sorte cidadãos honestos e cumpridores de seus deveres e da lei.

Precisamos de um milagre para o Brasil se tornar um país no mínimo decente. E não precisaríamos de muita coisa, poucos passos são necessários e o que se precisa é totalmente exequível.

Vamos ao “milagre”.

Passo 1 – Reforma Constitucional. Nas próximas eleições o Congresso deveria ser constituinte, e com a reforma política que garanta a pressão dos eleitores sobre seus representantes que poderia ser atingido pelo voto distrital no modelo americano e não no pretendido pelos corruptos brasileiros. A nova constituição deveria retirar direitos dos deputados, senadores, juízes e demais “privilegiados” de serem julgados pelo foro protetor de STF. Este foro privilegiado tem como consequência a impunidade diante da ineficiência dos togados membros do STF.

Passo 2 – Redução da Câmara de Deputados para 399 membros, de forma a não ter a figura do empate. Divididos da seguinte maneira: 399 deputados para X eleitores. A cada X/399 se tem o direito de eleger um deputado. Se por exemplo São Paulo tiver 15% dos eleitores, terá direito a 15% dos deputados e assim por diante. Como seriam eleitos? Por voto distrital como nos EUA. Os estados seriam divididos em zonas eleitorais (distritos) de forma que cada distrito eleja um único deputado, que só poderia concorrer neste distrito e caso eleito, só poderá disputar a reeleição pelo mesmo distrito. Um candidato por partido ao distrito. A pressão está no fato do eleito representar o distrito, e não mais o estado, ou o deputado segue o interesse do distrito, ou não será reeleito.

Passo 3 – Senado reduzido a 53 Senadores, dois por Estado e um pelo Distrito Federal com mandato de apenas 4 anos. Assembleias Legislativas no máximo com 30 deputados estaduais, mesmo nos estados mais populosos. E câmara de vereadores com 15 membros no máximo.

Passo 4 – Direito ao Recall de Deputados, ou seja, se o deputado não estiver agradando ao distrito eleitoral, 50% e mais uma assinatura dos eleitores destes distritos abriria uma nova consulta para aquele distrito que poderia revogar o mandato do deputado e a eleição de um novo representante.

Passo 5 – Eleição de Presidente se mantem por voto numérico, só tendo direito a uma reeleição para NUNCA mais retornar ao cargo, acabando com os sonhos de potenciais ditadores populares.

Cinco passos. Poucos. Mas suficientes para se recuperar a ética neste país.

Quando serão tomados? Nunca. A ética não interessa aos nossos políticos.


quinta-feira, 18 de maio de 2017

A Metaleira

Estava quieto bem aqui no meu canto.
Jogando canções e poesias para o mundo.
Até chegar uma metaleira com seu encanto.
Para me lembrar o que é um sentimento profundo.

Começou como uma simples brincadeira.
Com opiniões e gostos muito parecidos.
Terminei me vendo sem eira nem beira.
Exposto a sentimentos há muito adormecidos.

E me vi, de repente, sedutoramente envolvido.
Pela voz mais doce que o meu ouvido já escutou.
Com borboletas no estômago, estou impressionado.

Estás apaixonado, me disse meu coração comovido,
Pela reciprocidade, pela vivência a qual passou.
Só pude responder: É! Sei que estou apaixonado.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Um Grande Amor


Um Grande Amor.
Tenho dois grandes amores.
Um deles faz aniversário amanhã.
Nasceu no dia 29 de setembro de 1998.
Já amei muito intensamente algumas mulheres, mas nenhuma com tamanha intensidade quanto amo estes dois seres humanos.
São meus filhos, e posso até dizer, que mesmo os dois tendo mãe eles são MEUS e EXCLUSIVAMENTE MEUS filhos. Criei-os sozinho. A mãe, graças a Deus, e para o bem deles, tem ajudado nos últimos anos.
O aniversariante de amanhã, além de meu filho, é O ANJO que Deus me enviou para dar um significado maior a minha vida. Não por ser autista, não por permanecer criança enquanto não for achada uma cura, nem por precisar de mim, vivo. Mas por, com seus gestos de carinhos espontâneos, me ensinar diariamente o que é o amor sincero. Sentir-se verdadeiramente amado é o manjar da alma.
Meu filho autista me tirou do autismo de minha vida, me fez enxergar outras crianças e pais não apenas com compaixão, que já tinha (NÃO SOU MODESTO, definitivamente não sou), mas com identificação.
Usualmente os pais são os espelhos dos filhos, mas no meu caso, meu filho é o meu espelho. Este anjo que Deus me enviou nasceu Eu, melhorado.
Te amo meu filho. Este amor que só com você aprendi.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Os Animais em Mim.


Meu corpo é Leonino.
No signo e no coração.
Não me desafie naquilo que me importa.
Você pode ser mais forte.
Você pode ser mais poderoso.
Você pode ser um lutador mais técnico.
Mas nem em sonhos chegará perto de minha bravura.
E os bravos, mesmo quando vencidos em batalhas, são vencedores.
Se amigo, pode contar comigo.
Defenderei você de seus erros,
Mas jamais defenderei seus erros.


Minha alma é de uma águia.
Voo acima dos meus objetivos.
E uma vez que estão ao meu alcance,
Mergulho de cabeça para obtê-los.
Amei muitas mulheres,
Mas sempre voei só.
Tenho uma visão aguçada,
E a maioria das coisas que vejo,
Não me interessam.
Protejo o meu ninho mais do que tudo,
Pois lá estão os meus bens mais preciosos.
Jamais confunda minha calma com passividade.
Calmo, eu caço com mais facilidade.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A Farsa Histórica do 7 de Setembro


Para que a farsa histórica não continue prosperando é bom esclarecer os fatos:
No dia 7 de setembro de 1822, Dom Pedro I, filho primogênito de Dom João VI, portanto, naquele momento, futuro Rei de Portugal, dá um gritinho as margens do Ipiranga: “Independência ou Morte”, como se o pai dele, Rei de Portugal, fosse mandar matá-lo. Deixou-o brincar de Imperador, mas não retirou as suas tropas do país, concentrou-as na Bahia, onde se dava as maiores transações financeiras advindas do mercado agrário. As margens do Ipiranga não houve batalhas, se é que o grito existiu, o que houve, decerto, foram conversas diplomáticas com representantes de outros países, principalmente dos EUA e México para o reconhecimento da Independência.  O Brasil não se tornou independente, propriamente dito, ganhou o Status de País independente, reconhecido pelos EUA e México em primeiro lugar e depois por outros países, mas continuava ligado a Portugal por consanguinidade de seu Imperador, e é sempre bom lembrar, FUTURO Rei de Portugal.
E a Independência da Bahia? A Bahia não fazia parte do Brasil? Como o Brasil poderia ser um País independente com um espaço importante para a economia da época ainda tomada por portugueses? Na Bahia, batalhas sangrentas existiram, mártires em profusão. No entanto, Tiradentes, um conspirador, se não foi apenas um bode expiatório, tem um feriado celebrando sua morte, enquanto verdadeiros heróis dos campos de batalha na Bahia, Maria Quitéria, Joaquim Bulcão, ou o Visconde de Pirajá não são homenageados.
Porque não são homenageados? A resposta é óbvia, porque quem escreveu a História dos livros brasileiros foram os cariocas, paulistas e mineiros e por isso Tiradentes é visto como um herói sem jamais pegar em armas, por encontros de falatórios contra a coroa portuguesa, enquanto os que morreram em campos de batalha sequer são mencionados, lembrados apenas no seu Estado, a Bahia.
Pela análise fria dos fatos, a independência do Brasil deveria ser comemorada no dia 2 de julho de 1823, quando finalmente os portugueses saíram do Brasil, expulsos da Bahia.
A história não para aí. Para o povo brasileiro não mudou nada, a escravidão continuou, as terríveis condições de vida dos pobres também, a “Independência” do Brasil beneficiou realmente apenas os “coronéis” agrícolas.
Parênteses histórico: Não existe um único documento comprobatório de que o “Grito do Ipiranga” existiu e a inexistência do ato é reconhecida até por historiadores do eixo Rio-SP-MG. A pintura “Independência ou Morte” de Pedro América (Figura acima) feita em 1888 é reconhecida também como obra da imaginação do autor e muitos especialistas em pintura a consideram plágio da obra de Ernest Meissonier, “Batalha de Friedland” (Figura abaixo), feita em 1807. Plágio ou não, a pintura de Pedro Américo tem clara inspiração na obra de Meissonier.

Os políticos dizem querer corrigir erros históricos, e, no entanto, jamais soube de um requerimento para se mudar a data de independência do Brasil de 7 de setembro de 1822 para 2 de julho de 1823, nem mesmo por políticos baianos.

E se olhar profundamente a história do Brasil, a data da VERDADEIRA independência do Brasil não é nenhuma das duas datas. O Brasil só ficou livre da CONSANGUINIDADE com Portugal no comando do país quando da Proclamação da República em 15 de novembro de 1889.