domingo, 9 de dezembro de 2012

Galeria dos Esportes - Tênis - Parte Um.

Rod Laver (abaixo) vs Ken Rosewall. 

O tênis, meu esporte favorito, incorporou ética, justiça e “verdade” na prática esportiva, concedendo ao atleta o direito a desafiar as marcações. Infelizmente isto não pode ser feito em todas as quadras (e deveria), nem em todos os torneios. Ao menos o esporte Tênis deu este gigantesco passo na ética esportiva enquanto outros esportes caducam em práticas do século XIX tendo apoiadores que usam a infame frase: “Polêmica faz parte, é ela que deixa o esporte interessante”. O que pode haver de interessante em um resultado injusto provocado por um árbitro mal-intencionado? Ou simplesmente incompetente? Esta “lógica” passa longe da minha compreensão.
  
Poucas regras mudaram neste esporte desde o início do século XX. Até 1961 o jogador era obrigado a ter um dos pés no chão durante o saque; a implementação do Tie-break na segunda metade do século XX e a bem vinda utilização do recurso do desafio. Porque sempre foi um esporte atemporal, não precisou de grandes adaptações para continuar como um dos esportes mais queridos e certamente um dos mais emocionantes, em minha opinião o mais emocionante deles. Que outro grande esporte um top10 pode ser derrotado por um que está abaixo do top100? No tênis é pouco comum, mas acontece de vez em quando.

A História do tênis pode ser dividida em quatro eras. A primeira dela atravessando séculos, desde o primeiro jogador conhecido deste esporte, o rei Louis X da França no século XIII até a segunda metade do Século XIX quando Harry Geem e Augurio Perera estabeleceram as regras do tênis “moderno” e iniciam a segunda era que dura até os anos 30 do século XX.  Na década de 20 o empresário C. C. Pyle estabeleceu o primeiro tour profissional com audiência pagante com tenistas americanos e franceses.

Bill Tilden

Os maiores expoentes desta primeira fase de transição entre o amadorismo e o profissionalismo foram: O americano Bill Tilden, vencedor de 138 torneios em 182 disputados como amador e dono de um recorde de 907 vitórias contra 62 derrotas, um aproveitamento fantástico de 93,6%. Venceu 10 torneios de Grand Slam, 3 em Wimbledon aonde deixou de participar de 1922 a 1926 quando era o principal favorito por não querer atravessar o oceano de barco “apenas” para vencer facilmente um torneio.  Venceu 7 US Open. Disputou apenas 3 French Open chegando as finais em 1927 e 1930 e perdendo a semi-final em 1929. Entre 1920 e 1924 o “Aberto” francês esteve fechado aos não franceses. Bill Tilden nunca disputou o Australian Open, que até 1938 (quando do título de Don Budge) não tinha importância alguma. Nesta época apenas 3 títulos eram de grande importância, o da taça Davis, Wimbledon e US Open. Venceu 10 títulos de Grand Slam em 23 disputados.

Por necessidade financeira tornou-se profissional em 1930 e consequentemente perdeu o direito de disputar os torneios de Grand Slam, permitido apenas aos amadores. Nos torneios profissionais venceu 4 “Majors” (dois French Pro e dois US Pro). Por conta de seu homossexualismo Bill Tilden sofreu o preconceito da sociedade no tempo em que homossexualismo era crime. Talvez por conta disso seja pouco reverenciado e referenciado.  Foi técnico da Davis Cup pela Alemanha em 1937.
Somente entre os “Slams” amadores e profissionais, venceu 14 de 42 disputados (33,3%).

Gottfried von Cramm (à esquerda) e Don Budge.

Don Budge foi um tenista americano, o primeiro tenista a vencer os 4 torneios de Grand Slam no mesmo ano, em 1938. Venceu Wimbledon e US Open também em 1937, portanto venceu 6 torneios em apenas 11 disputados. Logo se tornou profissional, no final de 1938, e como profissional venceu 4 torneios Pro Slam (Um French Pro, um Wembley Pro e dois US Pro) de 17 disputados. Venceu ao todo 10 Slams entre profissionais e amadores em 28 disputados (35,7%).

Os torneios Pro Slam significavam na época do profissionalismo até a era aberta de 1968 o que os torneios Grand Slam significam hoje, os maiores torneios entre os melhores jogadores.

Até o aparecimento de Ken Rosewall, Don Budge foi considerado o melhor backhand da história do tênis. O duelo de Don Budge contra Gottfried von Cramm pela taça Davis de 1938 é considerado por muitos como o mais emocionante da história.

 Fred Perry

Fred Perry é o tenista inglês citado todo ano durante as transmissões de Wimbledon por ser o último bretão a vencer em Wimbledon. Venceu 8 títulos de Grand Slam (um AUS Open, um French Open, três Wimbledon e três US Open) em 22 disputados e 2 Pro Slam (USPro) em 9 disputados. Portanto 10 títulos de Slam em 31 disputados (32%). Segundo Jack Kramer, Perry não venceu mais torneios porque se julgava "acima" do esporte. Kramer também dizia que Bill Tilden considerava Perry "the world's worst good player".    

Suzanne Lenglen

A francesa Suzanne Lenglen foi o primeiro grande nome feminino a se tornar profissional, porém seus grandes resultados vieram como amadora, vencendo 12 torneios de Grand Slam, 6 em Wimbledon e 6 French Open em 16 eventos disputados com um aproveitamento fantástico de 75% dos grandes torneios que disputou.

Ken Rosewall (esquerda) e Rod Laver.

Dentro desta era do tênis bem que poderia ser separada como uma era isolada, os anos 50 e 60, quando três gigantes do esporte pisaram nas quadras: Pancho Gonzales, Rod Laver e Ken Rosewall. Eu chamaria de época dourada do tênis. São os maiores vencedores de “Majors”, contando os Grand Slams e os Pro Slams, Pancho Gonzales tem dezessete, o mesmo número de Roger Federer, Rod Laver tem dezenove e Ken Rosewall possui vinte e três títulos de “Majors” em sua carreira, sendo o maior recordista de “Majors” em simples da história do tênis.

Pancho Gonzales

Pancho Gonzales foi considerado por muitos especialistas de tênis como o maior de todos os tempos. Como já disse outras vezes, não gosto deste tipo de comparações entre épocas distintas. Circunstâncias diferentes merecem análises diferenciadas. Pancho Gonzales durante seus primeiros três anos como jogador, ainda amador jogou apenas 5 torneios de Grand Slam vencendo 2 US Open. Passou 17 anos impedido de jogar estes torneios até a era aberta. Quando foi permitido a competir novamente já estava “velho”, participou de 1968 a 1973 de 12 torneios tendo como melhor resultado uma semifinal. Porém como profissional venceu 15 de 26 “majors” disputados, um aproveitamento de 58%. Pancho Gonzales profissionalizou-se muito cedo para a época, com 21 anos e enfrentou de cara um grande oponente, o tenista Jack Kramer, que mais tarde se tornaria um empresário dos profissionais, entre eles o próprio Gonzales. Por conta das derrotas para Kramer, Gonzales passou a ser o jogador isolado, triste e irritadiço pelo resto de sua carreira. Kramer chegou a aconselhar a Gonzales a deixar de ser um “garoto Hamburger-Hot-dog” para ter uma dieta de atleta e alertou para as consequências de ser um fumante inveterado na prática de um esporte em alto nível. Pancho Gonzales, no entanto, continuou com suas peculiaridades e ainda assim, por conta do talento extraordinário que tinha se tornou não apenas um gigante do tênis, mas um gigante do esporte. Em 1999, a revista Sports Illustrated o colocou em décimo quinto lugar entre os vinte grandes atletas do século XX dizendo: “Se a vida na terra dependesse de um jogo de tênis, o homem que você desejaria que estivesse em quadra defendendo a humanidade seria Ricardo Alonso Gonzalez”.
Ricardo Alonso Gonzalez, ou simplesmente, Pancho Gonzales, casou-se e divorciou-se seis vezes, sendo odiado pelas seis ex-esposas. Teve oito filhos e morreu pobre. Seu enterro foi pago pelo ex-cunhado André Agassi, outro grande campeão de tênis.


 Rod Laver

Ken Rosewall

Rod Laver e Ken Rosewall. Não dá para contar a história de um destes dois jogadores sem falar do outro. Rod Laver é um ex-tenista australiano, considerado por muitos o “maior de todos os tempos”, é o único tenista a conseguir vencer os quatro torneios de Grand Slam no mesmo ano por duas vezes, uma quando amador em 1962 e outra na Era aberta, quando se permitiu a presença de profissionais, em 1969. Também é o único tenista da era aberta a ter este feito. Outro tenista que teve chances reais de igualar este recorde foi Jimmy Connors em 1974, mas por razões “políticas” neste ano Connors boicotou o French Open, só retornando a este torneio em 1979. Rod Laver é o segundo maior vencedor de “Majors” com 19 títulos perdendo apenas para seu grande rival Ken Rosewall, que tem espantosos 23 títulos. A rivalidade entre os dois, restrita as quadras, não encontra precedentes nem procedentes na história do tênis. Laver tem a vantagem de 79-63, porém em “majors” a vantagem é de Rosewall com 7-5. Os dois receberam o título de “Tesouros vivos australianos”.   

Muitos fãs de Roger Federer usam os números de títulos de torneios de Grand Slam do Federer para denominá-lo de “maior de todos os tempos”. Seguindo esta lógica este título pertence ao australiano Ken Rosewall, que possui 23 títulos de “Majors”, como pode ser visto na tabela abaixo, contra os 17 de Federer. Sei que não estou sozinho nesta opinião. A oficialização dos grandes torneios profissionais como torneio de Grand Slam já é requisitada por muitos especialistas do tênis. Nada impede de serem considerados "Majors" os torneios US Pro, French Pro e Wembley Pro, os principais torneios profissionais antes da era aberta.

O único “Major” que Rosewall não venceu foi Wimbledon, chegou a quatro finais, mas não venceu. Porém nos seus melhores anos venceu o que seria o correspondente a Wimbledon, o Wembley Pro por cinco vezes. Além do recorde de maior número de “Majors”, Rosewall ainda mantém recordes impressionantes. Venceu o Australian Open sem perder um único Set, recorde igualado por Federer. Mas Rosewall o fez quando tinha 36 anos em 1971. É o mais velho vencedor do Australian Open, com 37 anos e 2 meses em 1972 e o mais velho vencedor do US Open com 35 anos e 10 meses. Também é o mais velho jogador a estar em uma final de Grand Slam no US Open de 1974 com 39 anos e 10 meses, quando perdeu para Jimmy Connors. Rosewall também é considerado ainda hoje o melhor backhand que o tênis já viu.

Ken Rosewall é o meu maior ídolo no tênis, seguido de muito perto por Rod Laver e Pancho Gonzales, mas eu não conseguiria destacar nenhum dos três no item “o melhor dentro das quadras”. Em minha opinião são os três gigantes do tênis. Para mim, existem apenas dois outros jogadores aos quais me atreveria a chamar de gigantes, porém menores que estes três, que são Federer e Nadal. Sobre estes falarei na parte dois sobre este esporte.

Maureen Connolly

Para finalizar a parte um, a representante feminina desta época de ouro. A gigante entre as mulheres. E com ela eu me arrisco a dizer: “A maior entre as maiores”, muito talvez pela forma que enfrentou as dificuldades que a vida lhe apresentou. Seu nome: Maureen Connolly. Uma mulher tão extraordinária que inspirou filmes a respeito dela. A tragédia impediu a continuidade de sua brilhante carreira. Tenista excepcional, também era uma excelente amazona, adorava os cavalos e sofreu uma queda que a inutilizou para o tênis em julho de 1954, antes do US Open aonde defenderia um tricampeonato consecutivo. Foi a primeira tenista a vencer os 4 torneios de Grand Slam no mesmo ano, em 1953. Venceu 9 títulos de Grand Slam em 11 disputados com o aproveitamento recorde de 81,8%. Sendo que estes 9 títulos foram nos 9 últimos disputados. Ou seja, nove títulos consecutivos em torneios de Grand Slam, um recorde que dificilmente será quebrado um dia.

Ainda escreverei um Post exclusivo para ela. Por enquanto recomendo assistirem o filme de 1978, “Little Mo” feito para a TV, com Glynnis O’Connor no seu papel. Maureen morreu aos 34 anos de câncer.

Terminando a parte um desta galeria está uma tabela com um resumo dos resultados destes gigantes do esporte nos torneios “Majors”.

Resultados de simples em grandes torneios. Torneios vencidos / torneios disputados
Wimb – Wimbledon. Wemb – Wembley. TC - Torneio dos Campeões.

Jogador
Wimb
U.S.
Open
French
Open
AUS
Open
Total
GS
Olymp
Game
Wemb
Pro
U.S.
Pro
French
Pro
Total
Pro
Total
Majors
Bill Tilden
3/6
7/14
0/3
0/0
10/23
43,5%
-
0/4
2/9
2/6
4/19
21,1%
14/42
33,3%
Don Budge
2/4
2/5
1/1
1/1
6/11
54,5%
-
1/5
2/11
1/1
4/17
23,5%
10/28
35,7%
Fred Perry
3/8
3/6
1/6
1/2
8/22
36,4%
-
0/2
2/7
0/0
2/9
22,2%
10/31
32,3%
Suzanne Lenglen
6/8
0/1
6/7
0/0
12/16
75%
1 Ouro
-
-
-
-
12/16
75%
Pancho Gonzales
0/5
2/9
0/2
0/1
2/17
11,8%
-
4/9
8/13
0/4
15/26
57,7%
17/43
39,5%
Rod Laver
4/11
2/12
2/8
3/9
11/40
27,5%
-
4/5
3/5
1/5
8/15
53,3%
19/55
34,5%
Ken Rosewall
0/11
2/12
2/5
4/14
8/42
19,1%
-
5/11
2/6
8/10
15/27
55,6%
23/69
33,3%
Maureen Connolly
3/3
3/5
2/2
1/1
9/11
81,8%
-
-
-
-
-
9/11
81,8%

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Custo Brasil da realização dos sonhos.


Ser consumidor brasileiro é ser inteiramente desrespeitado pelo governo, pela indústria e pelos comerciantes, em qualquer área. Outro dia descobri que fui enganado pela Loja na venda de uma cama, eles mentiram o prazo da garantia de fábrica e me venderam uma garantia estendida, que não foi cumprida. Aprendi que tudo deve estar escrito pela loja e constar na nota de venda.

Para não falar nos preços extorsivos que pagamos em diversos setores, incluindo o automobilismo. Por diversão resolvi fazer uma tabela de custo do sonho de um brasileiro em adquirir o “carro dos sonhos”. Como a maioria destes carros dos sonhos, para mim, são europeus, resolvi comparar com os preços americanos convertidos em Reais (Dólar a 2,08). Os preços no mercado americano de carros europeus significam a inclusão de uma taxa de importação razoável e não a extorsiva praticada pelo “mercado” brasileiro. Com isso temos na diferença o custo Brasil de realização de um sonho. Como existem alguns modelos de carros na minha lista de Top 10 que não são mais vendidos pelas importadoras, fiz uma lista de Top 10 de modelos disponíveis no mercado.

10. Buggati Veryon Super Sport
Preço no EUA: R$ 4.800.000,00
Preço “Estimado”* no Brasil: R$ 8.000.000,00
Custo brasileiro de sonhar: R$ 3.200.000,00
* Eles mesmos acharam o preço tão absurdamente alto que não colocaram a venda no Brasil.



9. Bentley Continental GT
Preço no EUA: R$ 360.000,00
Preço no Brasil: R$ 1.250.000,00
Custo brasileiro de sonhar: R$ 890.000,00



8.Mercedes CLS63-AMG

Preço no EUA: R$ 190.000,00
Preço no Brasil: R$ 630.000,00
Custo brasileiro de sonhar: R$ 440.000,00





7. Lexus LS-460
Preço no EUA: R$ 144.000,00
Preço no Brasil: R$ 546.000,00
Custo brasileiro de sonhar: R$ 402.000,00





6. Audi R8 5.2
Preço no EUA: R$ 298.000,00
Preço no Brasil: R$ 770.000,00
Custo brasileiro de sonhar: R$ 472.000,00




5. Jaguar XKR Coupe
Preço no EUA: R$ 195.000,00
Preço no Brasil: R$ 660.000,00
Custo brasileiro de sonhar: R$ 465.000,00




4. Jaguar XF 5.0
Preço no EUA: R$ 136.000,00
Preço no Brasil: R$ 385.000,00
Custo brasileiro de sonhar: R$ 249.000,00




3. Aston Martin DBS
Preço no EUA: R$ 550.000,00
Preço no Brasil: R$ 1.250.000,00
Custo brasileiro de sonhar: R$ 700.000,00




2. Lamborghini Aventador
Preço no EUA: R$ 752.000,00
Preço no Brasil: R$ 2.900.000,00
Custo brasileiro de sonhar: R$ 2.148.000,00




1. Aston Martin Rapide
Preço no EUA: R$ 416.000,00
Preço no Brasil: R$ 960.000,00
Custo brasileiro de sonhar: R$ 544.000,00





quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O Astro das Estrelas.

Há vinte e seis anos morria Cary Grant.  E o firmamento de Hollywood perdeu seu astro mais brilhante, um sol de primeira grandeza, o maior entre eles. Já escrevi aqui sobre Cary Grant. Para este post em homenagem ao grande ídolo, meu e de milhares mundo afora, vou postar algumas frases ditas por companheiras de cinema, junto com as fotos destas estrelas com o ídolo. Nenhuma foto é de minha propriedade como também, com a exceção das cenas com Audrey Hepburn, não são de cenas de filmes, mas do que acontecia em torno dos artistas.

Grace Kelly disse sobre o envelhecimento quando ela tinha 50 anos: “Todos ficam velhos, exceto Cary Grant”. Ela deve saber bem. Dizem que foram “amigos” desde que se conheceram no filme “Ladrão de Casaca” até a morte dela. Amigos e familiares de Cary Grant disseram que a morte de Grace foi a mais sentida por ele. Alguns livros tem dito que foram amantes. Porém mortos não falam. O certo é que tinham uma mútua admiração como está patente nas fotos a seguir:

OBS. Nenhuma das fotos ou Gifs me pertencem, todas foram obtidas através de pesquisa no Tumblr e não há nenhuma intenção de infringir direitos autorais. 









Ingrid Bergman uma vez comentou sobre o fato de Cary Grant ter quase rejeitado o papel em Charada por ser 25 anos mais velho que Audrey Hepburn dizendo: “Cary Grant is quite remarkable, you know. I think Audrey Hepburn is now too old for him, and in his next picture he will be making love to someone like Jane Fonda”. Ingrid Bergman também se referiu a Cary Grant como o seu mais valioso amigo. Nem precisava dizer a razão. Enquanto todos em Hollywood viraram as costas para Ingrid Bergman quando ela separou-se do marido para viver “em pecado” com Roberto Rosselini na Itália, apenas Cary Grant a apoiou publicamente dizendo que a amava e que a única coisa que importava a ele era a felicidade de Ingrid e não as convenções sociais.  










Tentaram convencer Cary Grant a fazer o Thriller “Charada” com Audrey Hepburn que tinha 25 anos a menos do que ele. Por conta desta diferença de idade ele já tinha rejeitado o papel do filme “Sabrina” que acabou indo para Humphrey Bogart. A solução foi inverter os papéis, fazer a Audrey ir atrás do Cary. O Cary aceitou e saiu o filme com o par mais elegante da história do cinema, não, melhor, da história da humanidade. Numa das cenas Audrey improvisou perguntando para ele: “Sabe o que tem de errado com você?” Cary, como de costume seguiu a cena improvisada e disse: “Não” Audrey então disse: “Nada”. O diretor achou a improvisação perfeita e a manteve no filme.

Cenas do filme:



 Fotos de bastidores:




Deborah Kerr fez-lhe um poema após sua morte:

For Cary—A few words in rhyme
To celebrate this special time
To remember what a joy it was
To work with him, and what a loss
His absence is for those of us
Who had the luck to know him
And to watch him work—
The looks, the grace, the “double take”
That no one else could ever make
The fun, the laughs that made each day
Something to look forward too, and hear him say
“Good morning, darling—how are yew?!
Perfectionist he always was
And how many “tricks” I learned!
For these and many other things
I thank thank you.







Sobre Cary Grant uma atitude tornou-o gigante aos meus olhos. Quando Charles Chaplin entrou na lista negra do McCarthismo, Cary Grant tornou-se o primeiro grande astro a criticar publicamente a perseguição feita por McCarthy. 

Voltando a amenidades, o que dizer de um homem que correndo aos cinquenta e cinco anos mantém a elegância?



Finalizando o post, se alguém me pedisse para fazer um dicionário usando apenas imagens, para a palavra elegância não há no mundo uma imagem mais elucidativa do que essa: 


terça-feira, 27 de novembro de 2012

As aposentadorias de Schumacher e Piquet.




Quando digo que não sou um fã cego de Piquet olham-me atravessado, injustamente. É com certeza o maior ídolo que tenho no automobilismo, principalmente por conta do amor que Piquet tinha/tem por carros, paixão que compartilho.

Creio que diz a favor da minha “não cegueira” o fato de não coloca-lo como o maior piloto de todos os tempos. Aliás, sempre fui crítico desta coisa de comparar épocas distintas, mas como é praticado sempre no mundo inteiro, me dou o direito de também o fazer. Na minha lista de maiores, o Senna está na frente dele. O Senna, de quem nunca fui fã. Acho que isto deve contar como isenção da idolatria no julgamento.

Sempre critiquei aqueles que diziam que o Schumacher era melhor que o Piquet e argumentavam dizendo que o alemão deu uma “surra” no Piquet quando foram companheiros de equipe. Primeiro porque era uma mentira, não houve surra nenhuma, talvez um calor, nas 6 corridas que estiveram juntos, Piquet chegou na frente do alemão quatro vezes contra duas do alemão. Piquet ainda alcançou um pódio enquanto os dois corriam juntos, o alemão não. Piquet fez mais pontos que o alemão enquanto corriam juntos. Piquet chegou nos pontos (na época até o sexto lugar) em quatro de seis, uma vez em cada de terceiro ao sexto. Schumacher chegou uma vez no quinto e duas vezes no sexto. Portanto o desempenho do Piquet foi inquestionavelmente superior. Naquele ano, 1991, Piquet conseguira vencer com a fraca Benetton e ainda subiu mais uma vez no pódio com um terceiro lugar, mas nem vou considerar isso porque foi antes do Schumacher chegar à F-1.  Para finalizar este duelo, uma informação a considerar. Piquet reconheceu que após o acidente de Ímola ficou um segundo mais lento.

Há um dito popular que diz: “Nada como um dia depois do outro”, vou estender o prazo para os anos. Nada como os anos após os outros.

O ano de 1991 foi o último do Piquet na F-1, numa equipe medíocre e no final teve os números que teve contra o alemão, 4x2 em corridas com um pódio. Vamos olhar o último ano de Schumacher, também em uma equipe medíocre contra o Rosberg.  Foram 20 corridas juntos.  Cada um chegou à frente do outro 10 vezes, porém Rosberg ganhou uma corrida e teve um segundo lugar contra apenas um terceiro lugar do Schumacher. Rosberg ficou a frente nos pontos e chegou neles (até o décimo lugar) em 10 oportunidades contra 8 do Schumacher.

Em relação ao Piquet os fãs de Schumacher podem usar todos os números que o alemão leva vantagem. Títulos, poles, pódiuns, etc. Mas não podem usar o tempo em que correram juntos, aliás não podiam em momento algum, mas agora ao fazerem isto estarão afirmando que Rosberg é melhor do que Schumacher.

Apenas para apimentar o post, vai a minha lista dos TOP 10 de todos os tempos:


1. Fangio
2. Senna
3. Clark
4. Piquet
5. Prost
6. Nuvolari (pré F-1)
7. Schumacher
8. Lauda
9. Brabham
10. Fittipaldi